Arquivo para julho, 2012

Pregar a Língua

Posted in RPG with tags , , , on julho 10, 2012 by Lucas Bernardo Ramires

Formas e Caminhos: Entender/Controlar/Humanos 4

Compenentes: Verbal e Material

Alcance: 10 Km

Alvo: 1 pessoa

Duração: Uma Cena

Teste de Resistência: Vontade (Will vs Will + nível do Mago) anula

Este efeito foi criado por Phillipe Moyez, um praticante de voodoo haitiano radicado em New York. Os componentes materiais para esse ritual são uma língua de vaca, uma tábua e cinco pregos de ferro. O Mago toma a língua de vaca e a prega na tábua com os pregos de ferro enquanto recita os versos do ritual e mentaliza o alvo e o assunto que ele ficará proibido de mencionar. Com esse efeito o Mago é capaz de fazer o alvo não ser capaz de falar do assunto especificado pelo Mago durante a execução do ritual. Esse efeito não altera a memória do alvo, apenas bloqueia a capacidade do alvo de se referir de qualquer forma ao assunto especificado pelo realizador do ritual. O alvo não vai conseguir falar, gesticular ou mesmo escrever sobre a assunto; sempre que tentar, o alvo será acometido de um grande desconforto na garganta e de uma forte tosse que fará o alvo engasgar se continuar tentando mencionar o assunto proibido, quanto mais ele tentar falar sobre o assunto proibido pior se tornará a sensação de desconforto e a tosse. O efeito dura uma cena, mas, é comum o usuário deste ritual prender pontos de magia no ritual para estender os efeitos do ritual por mais tempo, enquanto achar a proibição necessária.

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Depois da Tempestade

Posted in Literatura, RPG with tags , , , , on julho 4, 2012 by Lucas Bernardo Ramires

Depois que Eleuthério, que uma vez foi Claudio, voltou de uma bizarra viagem pelo banhado até o estranho circo onde resgatou seu filho tudo parece ainda mais estranho. Como se de alguma maneira suas incursões ao outro lado, a morada dos sonhos, estivessem cada vez mais “contaminando” a realidade com a insanidade e seus estranhos sortilégios.

Ele reflete que mesmo conseguindo escapar daquela loucura, conforme disse Dr. Quimera, seu filho pode já estar “mudado”. Eleuthério ainda vive de passagem, sem um lugar para ficar nesta cidade dormente. O seu “outro eu” também é motivo de grande preocupação por causa do “defeito” que aquilo apresentou devido a proximidade de Eleuthério.

Nas semanas que se seguiram a viagem de Eleuthério, ele tentou organizar a sua vida cotidiana com uma esperança quase infantil de encontrar um pouco de normalidade em sua vida. Ele pensa que gostaria de encontrar uma maneira de ajudar, pelo menos com um pequeno suporte material, quem sair do banhado no futuro.

Eleuthério conseguiu encontrar uma vaga para tocar guitarra em conjunto musical que se apresenta regularmente na noite porto alegrense. Finalmente com algum dinheiro no bolso ele aluga um pequeno apartamento no centro da cidade onde pretende morar com Estrela e Amanda.

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Esse texto foi escrito para a crônica de Changeling The Lost Alienados.

Exame de Corpo de Delicto

Posted in Principal with tags , , , , on julho 3, 2012 by Lucas Bernardo Ramires

Na mesa do Doutor Rodrigues jazia o corpo de um homem não identificado. O corpo ja possui o odor desagradável de putrefação, doutor procede com o exame de corpo de Delicto. Um homem negro de estatura regular, vestindo uma camisa rosa de xita e calças de algodão brancas. O preto desconhecido tinha um grande trauma na cabeça, o que, segundo a perícia do ilustre doutor, causou a sua morte. Estavam faltando também os dedos de um dos pés e uma grande parte da carne do rosto e orelhas, fato que causou grande repulsa nos homens que o acharam. Segundo o exame de corpo de delicto feito no corpo do morto, ele foi espancado com alguma arma contundente, o que causou sua morte, as partes que faltavam do rosto e dos pés foram provavelmente comidas pelos ratos! Ele foi encontrado na porta do cemitério da cidade de Pelotas, coberto com um lençol, pela patrulha da Guarda Nacional em ronda. Como não foram encontradas testemunhas que pudessem esclarecer a morte do preto e nenhum senhor de escravos da região veio reclamar a falta de alguma de suas “peças” o delegado de Polícia da cidade de Pelotas encerrou o caso.

Pelotas, Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Império do Brazil, 1846

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